O orçamento aprovado no Plenário de Évora, bastante restritivo
relativamente à proposta inicial apresentada, foi construído segundo
uma orientação de auto-financiamento que garantisse a
sustentabilidade da iniciativa.
Estabeleceram-se como critérios da sua elaboração:
- considerar como fontes de receitas fundamentais as participações
individuais e as actividades promovidas pelas organizações;
- procurar, para actividades organizativas específicas julgadas
necessárias e não incluídas no orçamento, fontes de financiamento
próprias que respeitassem o Código de Conduta definido e aprovado.
Os resultados alcançados, e que agora se apresentam, provam que a
opção feita foi correcta.
- Não tomando em consideração infra-estruturas graciosamente
cedidas ou o produto da venda de alguns bens e serviços, o FSP 2003
foi integralmente financiado pelas cidadãs e cidadãos e pelas
organizações que nele participaram, contribuindo decisivamente para
garantir a independência deste novo espaço público e salvaguardando
a autonomia das associações que nele se empenharam.
- Importa agora analisar os desvios mais significativos
verificados e determinar a raiz da sua ocorrência.
Antes, porém, é bom não esquecer que as deficientes condições de
organização com que se debateu o FSP - só começou a existir uma
verdadeira estrutura organizativa no princípio de Maio, isto é um
mês antes da sua ocorrência - a pouca experiência em concretizar um
evento com a duração e a amplitude participativa deste e a pouca
formação e traquejo dos voluntários, explicam alguns dos erros e
deficiências verificados.
- Ao longo do processo que decorreu entre o Plenário de aprovação do
orçamento e a realização do FSP houve necessidade de proceder a
rectificações orçamentais.
Todas estas alterações foram aprovadas em reunião alargada da CE da
AGFSP 2003, de acordo com o Art. 12 do seu regulamento, com a excepção
das seguintes que foram aprovadas pelo tesoureiro e por mais um
titular da conta:
- quando os gastos se equilibravam entre rubricas semelhantes;
- gastos de última hora durante os dias do Fórum.
- Vejamos, então, as rubricas orçamentais onde se verificaram maiores desvios do ponto de vista dos gastos:
- rubrica 101 (Pessoal/1 elemento GT a recibos verdes):
- a
diferença verificada deve-se à decisão, aprovada em reunião
alargada da CE, de compensar pelos serviços que prestaram no
Gabinete Técnico (GT) durante dois meses e meio três voluntários
que à época se encontravam desempregados.
- rubrica 160 (Festa da Diversidade/Animação cultural):
- as
incertezas e dificuldades quanto ao programa final nesta área
levou a uma sub-orçamentação nesta rubrica, embora do ponto de
vista dos gastos feitos com estas actividades elas acabassem por
ter um valor quase idêntico (21%) quando comparado ao orçamentado
(23%), para a totalidade das despesas.
- rubrica 170 (Salas):
- previu-se que as salas seriam cedidas
graciosamente, o que não aconteceu, agravado pelo facto de terem
sido necessárias mais salas do que o inicialmente estimado.
- rubrica 222 (Comunicações Telemóveis):
- também aqui houve
uma sub-avaliação dos gastos a realizar, agravado pela tardia
instalação da linha telefónica da rede fixa.
- rubrica 243 (Kits alimentação):
- o investimento feito nesta
rubrica serviu para apoio ao trabalho dos voluntários.
- rubrica 260 (Empresa de contabilidade):
- aprovada em reunião
alargada da CE, de acordo com o Art. 12 do regulamento da AGFSP
2003.
- rubrica 305 (Cartazes):
- a CML atrasou-se no cumprimento do
compromisso por si assumido de feitura dos cartazes o que obrigou
o GT, para não perder a janela de oportunidade representada pela
sua colagem, a mandar fazer 5.000 cartazes extra.
- Resumindo a actual situação orçamental:
- total das despesas: 40.481,24 €
- total das receitas: 53.427,83 €
- excedente = total das receitas - total das despesas = existências +
o que falta receber - o que falta pagar = 12.946,59 €
- o que falta receber:
CM Vila Franca de Xira: 1.487,50 €
- CM Sta. Maria da Feira: 1.785,00 €
- Síntese Azul: 1.500,00 €
- Prosegur (Nota de Crédito): 341,58 €
- Total a receber: 5.114,08 €
- o que falta pagar:
- Empresa de contabilidade: 892,50 €
- existências:
- em caixa: 11,78 €
- em depósito à ordem: 8.713,23 €
- total: 8.725,01 €
- Assim, propomos:
- que o Conselho Fiscal da AGFSP 2003 aprova as contas;
- que ao excedente seja dado o seguinte destino:
- que uma parte - 1.501,86 €- seja entregue à CGTP, como
contributo ao pagamento das despesas realizadas com a
organização da manifestação de 10 de Junho;
- que, do restante, 80% seja aplicado na edição das
intervenções dos conferencistas do FSP 2003;
- que os outros 20% seja destinado a apoiar o arranque da
organização do FSP 2005 (legalização da AG, abertura de conta,
etc.).